(Beth) Pai? Passei a vida toda fingindo que você era ótimo e querendo ser você. E a verdade é que...
(Rick) Que não sou ótimo e que você é como eu.
(Beth) Eu sou má?
(Rick) Pior, você é inteligente. Ao saber que nada importa, o universo vira seu. Nunca achei um universo que gostasse disso. O universo é um animal, ele come o que é ordinário, cria infinitos idiotas só para comê-los, não diferente do Timmy.
(Beth) Tommy.
(Rick) Não importa mais, querida. Pessoas espertas podem chegar ao topo, podem enganar a realidade, mas ele continuará vencendo. E eventualmente vencerá. Não há outro jeito.
(Beth) Estou sem desculpas para não ser quem eu sou. Então... quem sou eu? O que eu faço?
(Rick) Meu conselho: suma. Sobrecarregue seu universo.
(Beth) Não posso! Tem as crianças, o Jerry, meu emprego e por mais que eu odeie, "The Bachelor".
(Rick) Posso fazer um clone de você com todas suas memórias. Uma cópia exata. Amará e proverá para as crianças, fará seu trabalho e assistirá TV com o seu mesmo nível alegadamente irônico. Pode fugir por um dia ou mais sem consequências. Quando decidir voltar, eu giro uma chave e descarto o clone. Ele sentirá nada, não se arrependerá e terá nenhuma chance de dar uma de "Blade Runner".
(Beth) Se nada importa, por que faria isso para mim?
(Rick) Talvez você importe tão pouco que eu goste de você. Talvez isso faça você importar. Talvez eu ame você. Talvez seja sobre sua mãe. Não se importe com isso.
(Beth) Não sei se posso fazer isso.
(Rick) Então fique e desfrute uma vida que você escolheu. O melhor será que, não importa o que escolher, você finalmente irá relaxar.
(Beth) Sei o que quero fazer.
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