segunda-feira, 19 de novembro de 2018

Diálogo Rick and Beth (S03E09)

(Beth) Pai? Passei a vida toda fingindo que você era ótimo e querendo ser você. E a verdade é que...

(Rick) Que não sou ótimo e que você é como eu.

(Beth) Eu sou má?

(Rick) Pior, você é inteligente. Ao saber que nada importa, o universo vira seu. Nunca achei um universo que gostasse disso. O universo é um animal, ele come o que é ordinário, cria infinitos idiotas só para comê-los, não diferente do Timmy.

(Beth) Tommy.

(Rick) Não importa mais, querida. Pessoas espertas podem chegar ao topo, podem enganar a realidade, mas ele continuará vencendo. E eventualmente vencerá. Não há outro jeito.

(Beth) Estou sem desculpas para não ser quem eu sou. Então... quem sou eu? O que eu faço?

(Rick) Meu conselho: suma. Sobrecarregue seu universo.

(Beth) Não posso! Tem as crianças, o Jerry, meu emprego e por mais que eu odeie, "The Bachelor".

(Rick) Posso fazer um clone de você com todas suas memórias. Uma cópia exata. Amará e proverá para as crianças, fará seu trabalho e assistirá TV com o seu mesmo nível alegadamente irônico. Pode fugir por um dia ou mais sem consequências. Quando decidir voltar, eu giro uma chave e descarto o clone. Ele sentirá nada, não se arrependerá e terá nenhuma chance de dar uma de "Blade Runner".

(Beth) Se nada importa, por que faria isso para mim?

(Rick) Talvez você importe tão pouco que eu goste de você. Talvez isso faça você importar. Talvez eu ame você. Talvez seja sobre sua mãe. Não se importe com isso.

(Beth) Não sei se posso fazer isso.

(Rick) Então fique e desfrute uma vida que você escolheu. O melhor será que, não importa o que escolher, você finalmente irá relaxar.

(Beth) Sei o que quero fazer.

Íntegra Percepção

Os objetos inanimados agora são eles mesmos por si só
Sem suas funções plásticas e nem seus objetivos humanos
Se despede o antiquado mundo de apegos meramente formais
E a vã realidade se revela através do despojado véu

O relógio inconsciente se promove a girar seus ponteiros
A maçã sempre vermelha resolve do nada virar negra
Então o infinito se revela em portas limpas pela percepção
E assim se refaz o mundo em um íntegro recomeço






sexta-feira, 16 de novembro de 2018

O cão em cima do telhado

O cão atento em cima do telhado
Observa o caos ao seu redor instaurado
Lá de cima ele se sente seguro
E recorda o equilíbrio do incerto muro

sábado, 10 de novembro de 2018

Rua Henrique Lage

Debaixo das marquises da Rua Henrique Lage
A chuva não me apanha e o sol não me bate
Eu continuo trafegando pelas ruas da cidade
Desviando meus caminhos e disfarçando a realidade

Preciso

Eu preciso de um dia perfeito
Uma noite perfeita
Um minuto

Eu preciso de uma plano B
Com sonho de valsa
E tudo

Quero que os meus problemas
Se afundem num copo de cerveja
E o passado que me consome
Dissolva na lucidez da incerteza

O que aconteceu?

Eu acordo com a vontade antiga de não ser mais um
E passo 10 horas do dia fingindo ser alguém
Trabalho num lugar fechado perto de lugar nenhum
E volto para casa cansado limitado de opiniões

E o que foi que aconteceu?
O que aconteceu?
As revoltas emocionais me calaram mais uma vez

E o que foi que aconteceu?
O que aconteceu?
Engolido pela realidade de um mundo que surtou

Nota Semestral

Tento lhe dizer o que eu quero fazer
Mas tudo o que eu faço não presta
Preste atenção, eu não tenho opinião
Tudo que me dão interessa

Tudo por prazer, faço por merecer
Mas tudo o que eu faço não presta
Notas irreais, trabalhos semestrais
Tudo que me dão interessa

E eu não tenho pressa

Tá parado, sem movimento
Tá cansado e tão desatento
E eu já não consigo me concentrar

Tá perdido, sem instrução
Em perigo, alta tensão
E nós dessa vez não vamos reclamar

Penso na história
Tenso eu penso
Mesmo que falhe
A memória do mesmo
Tento e por
Um minuto me esqueço
De que o final
É um simples começo

Tá calado, sem expressão
Angustiado com a situação
Sempre foi assim e sempre será

Tanto tempo, tão dedicado
O primeiro dos esforçados
E então de nada vai adiantar

Euforia 17 anos II

eu acordei bem cedo
e nao tinha muito o que fazer
lavei minha cara suada
pra esperar o dia acontecer

tão logo cai a noite escura
eu procuro não me arrepender
de ter me esforçado tanto
para nada acontecer

talvez eu esteja mesmo precisando
euforia 17 anos
da loucura inconsistente
e toda aquela mudança de plano.

Euforia 17 Anos

Desculpe meu bom amigo
Se ultimamente tenho andado sóbrio
A rotina acabou comigo
E eu acabei ficando um tanto óbvio

Sábado à noite eu te ligo
Pra gente marcar um porre
E lembrar de tudo no Domingo
Exatamente como quando jovem

Talvez eu esteja mesmo precisando
Da euforia "17 anos"
Da loucura inconciente
E toda aquela mudança de planos

Mês seis:
O que que eu faço agora?
Já se passou meio ano
Jogado fora

Mês sete:
O que que eu tô fazendo?
Tão ocupado
Me arrependendo

Desculpe meu velho amigo
Se por acaso eu não entenda bem
Você passou por maus bocados
Não sou exemplo pra ninguém

A vida às vezes é mesmo muita injusta
Por qualquer causa ou consequência
Pagamos com depressões
O pão que colocamos sobre a mesa




Estudental

Tenho criticado certas opiniões
Algumas idéias em diversas canções
Noções de aritmética não vão ajudar
Nem mesmo Laplace numa mesa de bar

Tudo controlado sistematicamente
Tudo corrompido, trilhas isoladas
Postes nas esquinas
Buracos na estrada

E eu
Continuo sem saber por quê
O que eu estudo temos que aprender




Epifania Alcoólica

Um dia eu pensei
Que não fosse encarar
A vida como um fato consumado
E muitas coisas para amar

Eu quase acreditei
Na força da ilusão
E pus tudo a perder mesmo porque
Ninguém respeita o coração

É só uma
Epifania alcoólica!

Eu ainda participo
Das aulas de inglês
E sempre admito o que eu faço
That`s everybody say

Então eu percebi
Que não posso mudar
O mundo que aparentemente sofre
Sem forças pra lutar

Caprichosamente

Caprichosamente o tempo muda
E não há mais respostas pra pergunta

Campari

És itálica bebida forte
Amargo, rubro veneno
Nobre por cautela absoluta
Pobre adolescência sem dinheiro

Nas escaldantes ou gélidas noites
Cega-me o teu belo vermelho
Enxe minha boca de euforia
E mata minha sede por inteiro

É notável minha clara dependência
Que a mais profunda taça se esvazia
Mas se por outra acabar te trocando

Paro de beber como num encanto
E trago devolta a excelência
Que vem pra findar minha apogia

Aviso

Cuidado com o que vem chegando
Cuidados para quem chegar
Chegou a hora da verdade
E a vaidade vai ter que esperar

Deixe lado os sorrisos
Sonrisal pra quem enjoar
Uma porta para o abismo
Talvez possa nos salvar

Não tenha medo, fiquei tranquilo
Todo mundo um dia irá morrer
E se engrossar no caminho
Você sabe muito bem o que fazer

Dentro do seu umbigo

Existe uma força que mostra todo o meu compromisso
Com a humanidade e mais do que isso
É prova concreta que eu existo
Um acumulado do organismo

Dentro do seu umbigo
Poeira, pó, pêlo e tudo isso
Se juntam num único orifício

Dentro do seu umbigo
É a força gravitacional
De um modo supra natural

terça-feira, 6 de novembro de 2018

gente = problema

Tem GENTE que encara os PROBLEMAS de frente

E tem GENTE que dos PROBLEMAS se afasta

Não vejo PROBLEMA algum nesses tipos de GENTE

Meu PROBLEMA é apenas com GENTE que os disfarça


Egresso

Nem a chuva mais me coloca para dormir

E quando escuto os pássaros ouço também tudo ruir

Outra noite sem saber quem eu sou

Outro dia que não lembro se passou


Esse faz-de-conta submerge toda a dor

Frustrações atrás da tela de um computador

Eu achei a chave, mas não encontro a saída

Não me convenci a comprar o que não se precisa


Use camisinha

Beba energético

E tome mais remédios para não se jogar de um prédio


Te doutrinam que a vida é apenas uma corrida

Mas eu não quero competir com meu irmão

Se não tem saída o importante é ouvir as batidas do coração

E não as besteiras que dizem na televisão


Não acredito em sorte, muito menos no azar

Nunca conheci um deus, mas não deixo de rezar

Às vezes eu penso que já se foi a hora de sair

E o sentido da vida? Eu não tenho saída, preciso dormir


segunda-feira, 5 de novembro de 2018

Reclama oh, não ser

Não faz sentido reclamar de algo que já possui solução, tampouco de algo que não possui solução.