Bruna,
Se pudéssemos medir o tempo, que é infinito e imensurável, iríamos ajustar nossa conduta pessoal e até dirigir o curso do nosso espírito de acordo com as horas e os ciclos. Desejaríamos sentar à margem de um rio não para observar nossos reflexos, mas para ver o fluir da água. O eterno em nós já tem o conhecimento da eternidade da vida. Mas se em nossos pensamentos necessitamos medir o tempo em ciclos, que deixemos cada ciclo fazer sentido.
Celebrar o exato instante em que nosso espírito se fez em carne nesse mundo é também uma oportunidade de renascimento. De entender que devemos corrigir o nosso caminho em direção a um ideal de evolução da alma sem nos amedrontarmos com os aspectos da personalidade e não nos apegarmos a ela, porque é temporal. Como no mito de Narciso, que antes de nascer, seus pais foram consultar o oráculo para descobrir como seria o destino dele. Foi lhes dito que bastava Narcisio nunca olhar para seu próprio rosto, assim teria uma vida longa. Tempos se passaram até que um dia Narciso debruçou-se na margem de um rio para matar a sede. Surpreso viu seu reflexo e pensou: "com certeza é algum espírito das águas que habita esse rio. E como é belo!". Admirado, apaixonou-se, e definhou sobre a margem do leito até sua morte.
Que você tenha um feliz e iluminado aniversário;
que possa compreender, assim, melhor os ciclos;
que continue elevando seus potenciais latentes;
que jamais se canse de buscar o sentido da vida;
que mantenha a mente aberta a ouvir novas ideias;
que possa sempre compartilhar um bom chimarrão, e;
que isso tudo possa te levar à felicidade plena.
Se existem vidas passadas, certamente já nos encontramos;
E em vidas futuras, com certeza nos encontraremos novamente;
Porque a ligação das nossas almas não é ao acaso, é atemporal.
Pra finalizar, um texto de Khalil Gibran que li semana passada e que me fez bastante sentido:
"Agora, se perguntarem no íntimo como iremos diferenciar o que é bom no prazer do que não é, vão aos campos e jardins e ali aprenderão o prazer da abelha ao colher o néctar da flor. Mas também o prazer da flor ao dar seu néctar à abelha. E para a abelha, a flor é uma fonte de vida. E para a flor, a abelha, uma mensageira de amor. E para ambas, o dar e receber prazer constituem uma necessiade e um êxtase."
Com amor,
LGC
Abril/2021
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