Não é só essa geração que possui uma visão bastante deturpada sobre o que é felicidade, a humanidade como um todo está dessa forma, eu mesmo já mudei meus conceitos sobre esse termo inúmeras vezes. Antes acreditava que se construía um estado de espírito a partir de momentos felizes, isso até se comprovava na prática, mas hoje tenho a convicção de que essa forma de felicidade é temporal, apenas uma forma de compensar déficits que temos. Aristóteles ensinou ao seu filho em "Ética à Nicômaco" que a felicidade é a finalidade de todas as ações humanas. Sócrates, por sua vez, dizia que a felicidade (atemporal, não passageira) está relacionada com a virtude, como um meio para alcançar a felicidade ou como a própria felicidade em si. Relacionando, então, esses dois gigantes da filosofia ocidental, concluí que se o ser humano quer ser feliz, ele precisa descobrir suas virtudes e aplicá-las no dia-a-dia. Para ser prático: todos sabemos que generosidade é uma virtude, quando praticamos sentimos um algo bom dentro de nós que nem sabemos direito explicar direito o por quê. Do contrário, quando temos a oportunidade de sermos generosos e não somos, algo nos fica estranho. Da mesma forma quando se pratica generosidade em busca de um fim material ou uma recompensa qualquer, o sentimento de felicidade não é pleno. Isso não é apenas teórico, funciona na prática e pude comprovar essa semana em um ensaio que fiz na quarta-feira. O que eu fiz: encontrei uma virtude que identifiquei em mim e me determinei a agir retamente durante um dia inteiro sobre os moldes daquela virtude. O universo criou uma porrada de situações para eu aplica-la, algumas delas tão difíceis que me fizeram ter vontade de abandonar essa ideia e continuar vivendo o cômodo egoísmo. Concluindo, estamos todos acorrentados na caverna de Platão e podemos até nos acomodar, mas perderemos o direito de reclamar que não somos felizes. Grande abraço, família!
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